ousados.para.amar
agosto 31, 2011
E disse: Eis que agora me atrevi a falar ao Senhor: Se porventura se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei por amor dos vinte.
Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez. – Gn 18.31-32
Temos ousadia para pedir aumentos salariais. Temos ousadia para falar a “verdade” pra aqueles que pisam na bola conosco. Temos ousadia pra nos inflar e mostrar de que somos capazes. Temos ousadia para brigar. Mas somos covardes para amar.
Nossos corações transbordam quando estamos sob holofotes, gritam quando estamos vencendo e humilham quando estamos no poder. Mas ficam enfraquecidos e frágeis quando precisamos parar de pensar em nós para pensarmos no outro que sofre.
Abraão, neste texto, havia acabado de receber uma benção inigualável: seria pai em sua velhice. Mas, ainda que a felicidade transbordasse em seu coração, não deixou a vaidade subir ao coração. Ele ousou pedir ao que Senhor livrasse as pessoas de Sodoma da destruição.
Quantas vezes temos ganhado destaque em nossos empregos, famílias, esportes ou até mesmo na igreja? Agora pense, quantas dessas vitórias temos usado para pedir por aqueles que sofrem? Quantas vezes temos ousado pedir por aqueles que necessitam de auxílio?
Ousadia usada para nós mesmos não é ousadia, é egocentrismo e vaidade. A verdadeira ousadia cristã está em enfrentar multidões, afrontas, doenças e inimizades para que alguns possam se salvar. A verdadeira ousadia cristã é amar. Que sejamos ousados para amar e tímidos para nos exaltar.
não.fuja.da.dieta
agosto 30, 2011
E [a serpente] disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. – Gn 3.1-3
Tudo o que preciso pra fugir da dieta é um convite. Não preciso que me obriguem a comer, que me enganem sobre o valor calórico de algo ou que derretam chocolates no meu refrigerante diet. Gosto de ser enganado pra poder errar “em paz”.
Na maioria das vezes não erramos por desconhecer o erro, mas pelo simples fato de que queremos errar. Tudo o que precisamos é um empurrão, uma desculpa, um álibi para nos encher de coragem para cometer os erros que desejamos. E desejamos ardentemente errar.
A serpente não enganou Eva. Eva inclusive corrigiu a serpente quando ela sutilmente distorceu e generalizou a ordem divina. Ela sabia o que poderia fazer e o que não deveria fazer e não se espantou com a meia mentira da serpente. O que o próximo versículo diz é que Eva foi seduzida pelos atributos do fruto, os atributos do pecado.
É simples culparmos alguém por nossos erros. Nossas responsabilidades sobre os atos parece que se dissipam e aquele que nos incentivou ao erro é demonizado. Mas isso não nos tira a culpa. Porque não pecamos porque fomos convencidos de que é certo, pecamos porque queremos pecar, nos enganando a nós mesmos dizendo que aquilo era certo.
Enquanto vivermos culpando os outros, sejam serpentes, homens ou demônios, jamais perceberemos os erros que estão em nós. E enquanto não os reconhecermos não poderemos pedir e receber o perdão por eles. Por isso, não fuja de sua dieta de justiça, reconheça seus erros e aquele que lhe salvou, Jesus Cristo, o perdoará.
famosos.desconhecidos
agosto 29, 2011
Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele. – Mc 6.3
Recitamos frases de cantores, sabemos com quem casam os atores, sabemos quando brigam ou se reconciliam. Sabemos quando os cantores namoram e quando jogam. Sabemos muito sobre pessoas famosas, mas não as conhecemos.
Sem a conversa, o toque, o olhar cara a cara, sem que andemos lado a lado ou desfrutemos de uma refeição juntos, não podemos dizer que conhecemos alguém. Porque ainda que descrevamos alguém, pessoas não são descrições e ainda que conheçamos sua fama, a fama é uma ilusão incapaz de definir alguém.
As pessoas do texto acima sabiam que Jesus era carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão, mas não o conheciam, somente conheciam sua fama, sabiam das fofocas da cidade e sua descrição. Então se escandalizaram e Jesus não pode fazer muito ali, porque não creram nele.
Geralmente não entendemos porque Jesus pedia que não divulgassem suas curas ou mesmo que dissessem ser Ele o Messias. Mas Jesus o fazia porque não desejava que conhecessem sua fama ou seus feitos, mas que tivessem acesso à Ele e assim o conhecessem.
Nosso amor, nossa fé, não pode estar firmada sobre a fama ou o conhecimento de alguém sobre algo. A fama engana e o que os outros dizem nos despista e não nos permite conhecer os traços reais de alguém. Por isso desejo que você possa a cada dia desconhecer a fama de Jesus, mas ser abençoado ao conhecer o Jesus da fama.